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Exportação de açúcar aumenta e navios formam fila no porto de Santos

A safra da cana de açúcar no centro-sul do país deve ser maior este ano. A estimativa foi divulgada pela Unica, União da Indústria de Cana-de-Açúcar.O clima seco do mês de junho favoreceu a moagem da cana na região centro-sul do país. De acordo com a Unica, a moagem deste mês aumentou 5% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado, até primeiro de julho, ou seja, desde o início da safra, a produção foi de 215,385 milhões de toneladas, que dão um aumento de 21% em relação ao mesmo período do ano passado.

“Nós temos uma cana com melhor qualidade. Portanto, uma matéria prima com mais teor de açúcar em função do clima”, disse Sérgio Prado, representante da Única.

Se no campo as coisas correm bem para a cana, nas exportações a notícia é ainda melhor para os agricultores. O mercado internacional de açúcar está aquecido. No Porto de Santos, em São Paulo, há uma fila de navios para embarcar o produto.

Quarenta e sete navios esperam o sinal verde para atracar no cais santista e embarcar dois milhões de toneladas de açúcar. Esse volume, em 19 dias de julho, é 36% maior do que o embarcado em julho inteiro do ano passado. Um dos motivos para o aumento é que o Brasil é o único país com açúcar sobrando para vender ao mercado externo.

“Tem muito a ver com o preço também. Os preços, quando eles estiveram muito altos no início do ano, os compradores acabaram por usar o estoque e cessaram as compras”, explicou Luiz Carlos dos Santos Júnior, diretor da Kingsman do Brasil.

Outro motivo é a entrada de um comprador de peso do açúcar brasileiro. A China, uma das maiores exportadoras de açúcar do mundo, não tem dado conta do próprio consumo interno. Por isso, passou a importar.

Como o Porto de Santos tem apenas sete pontos de atracação para navios de açúcar a granel, é preciso paciência para embarcar. Além disso, quando chove, o açúcar fica parado nos portos. A chuva da semana passada fez o tempo de espera aumentar de uma semana para até 40 dias. Esse atraso custa caro. São R$ 40 mil por dia por cada navio parado, sem falar nas outras consequências.

“A partir do momento que não há o escoamento dessa quantidade de açúcar, você começa a ter problemas logísticos da transferência desse açúcar para o Porto de Santos. É caminhão, são vagões. Não existem armazéns em número suficiente para acondicionar esse tipo de carga”, conta o presidente do Sindicato das Agências Marítimas, José Roque.

O Brasil exportou no primeiro semestre deste ano praticamente a mesma quantidade de açúcar do ano passado. Em compensação, o faturamento com estas vendas já é 50%.


Fonte: Campo News

 


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